TJMA - 0000187-10.2019.8.10.0027
2ª instância - Câmara / Desembargador(a) Gabinete Do(A) Desembargador(A) Vicente de Paula Gomes de Castro
Processos Relacionados - Outras Instâncias
Polo Ativo
Partes
Polo Passivo
Partes
Advogados
Nenhum advogado registrado.
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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28/02/2024 14:46
Baixa Definitiva
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28/02/2024 14:46
Remetidos os Autos (por julgamento definitivo do recurso) para Instância de origem
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28/02/2024 14:43
Expedição de Certidão de trânsito em julgado.
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20/02/2024 00:08
Decorrido prazo de DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO MARANHAO em 19/02/2024 23:59.
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30/01/2024 00:22
Decorrido prazo de GEISLANE DE SOUSA SANTOS em 29/01/2024 23:59.
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30/01/2024 00:22
Decorrido prazo de CLEMILTON BRITO DOS SANTOS em 29/01/2024 23:59.
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13/12/2023 00:07
Publicado Acórdão (expediente) em 13/12/2023.
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13/12/2023 00:07
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 12/12/2023
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11/12/2023 11:52
Expedição de Comunicação eletrônica.
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11/12/2023 11:25
Enviado ao Diário da Justiça Eletrônico
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06/12/2023 22:20
Conhecido o recurso de CLEMILTON BRITO DOS SANTOS (APELANTE) e GEISLANE DE SOUSA SANTOS - CPF: *74.***.*03-27 (APELANTE) e não-provido
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16/11/2023 18:41
Juntada de Certidão
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16/11/2023 18:34
Deliberado em Sessão - Julgado - Mérito
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07/11/2023 10:45
Juntada de parecer
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31/10/2023 00:08
Decorrido prazo de DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO MARANHAO em 30/10/2023 23:59.
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24/10/2023 13:21
Conclusos para julgamento
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24/10/2023 13:21
Expedição de Comunicação eletrônica.
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10/10/2023 17:30
Deliberado em Sessão - Adiado
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10/10/2023 16:33
Recebidos os autos
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10/10/2023 16:33
Remetidos os Autos (outros motivos) para secretaria
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10/10/2023 16:33
Pedido de inclusão em pauta virtual
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05/10/2023 09:57
Juntada de parecer
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28/09/2023 13:52
Inclusão do processo para julgamento eletrônico de mérito
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28/09/2023 12:19
Juntada de Certidão de adiamento
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26/09/2023 14:41
Deliberado em Sessão - Retirado
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22/09/2023 13:13
Juntada de Certidão de adiamento
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20/09/2023 20:44
Juntada de parecer do ministério público
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14/09/2023 18:07
Deliberado em Sessão - Adiado
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05/09/2023 13:25
Juntada de intimação de pauta
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05/09/2023 12:58
Juntada de parecer
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23/08/2023 13:36
Conclusos para julgamento
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23/08/2023 13:36
Expedição de Comunicação eletrônica.
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02/08/2023 10:06
Recebidos os autos
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02/08/2023 10:06
Remetidos os Autos (outros motivos) para secretaria
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02/08/2023 10:06
Remetidos os Autos (outros motivos) para Gabinete Des. Vicente de Paula Gomes de Castro
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02/08/2023 10:06
Pedido de inclusão em pauta virtual
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02/08/2023 10:05
Proferido despacho de mero expediente
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02/08/2023 10:04
Conclusos para despacho do revisor
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01/08/2023 13:49
Remetidos os Autos (outros motivos) para Gabinete Des. Francisco Ronaldo Maciel Oliveira
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14/04/2023 09:31
Conclusos ao relator ou relator substituto
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14/04/2023 07:51
Juntada de parecer do ministério público
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31/03/2023 09:26
Expedição de Comunicação eletrônica.
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30/03/2023 13:25
Proferido despacho de mero expediente
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22/03/2023 10:51
Recebidos os autos
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17/03/2023 16:55
Recebidos os autos
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17/03/2023 16:55
Conclusos para despacho
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17/03/2023 16:55
Distribuído por sorteio
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08/11/2021 00:00
Intimação
ESTADO DO MARANHÃO PODER JUDICIÁRIO 1ª VARA DA COMARCA DE BARRA DO CORDA Fórum Dês.
Augusto Galba Facão Maranhão Av.
Missionário Perrin Smith, 349, Vila Canadá, Barra do Corda(MA).
CEP 65950-000.
Tel (99) 3643-1435 PROCESSO Nº. 0000187-10.2019.8.10.0027 NATUREZA: AÇÃO PENAL AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO RÉU: GEISLANE DE SOUSA SANTOS ADVOGADO: ABISALÃO DE SOUSA NETO, OAB/MA 3.883 RÉU: TIAGO BARBOSA SOARES ADVOGADO: DENES PETHERSON ROCHA VIEIRA, OAB/MA 7.646 RÉU: CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão ADVOGADO: DEFENSORIA PÚBLICA SENTENÇA
Vistos. O MINISTÉRIO PÚBLICO ajuizou a presente AÇÃO PENAL por meio de DENÚNCIA contra GEISLANE DE SOUSA SANTOS; CLEMILTON BRITO DOS SANTOS e TIAGO BARBOSA SOARES, imputando-lhes a prática dos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver, tipificados, respectivamente, nos arts. 157, § 3º, segunda parte, e 211, do código penal. Narra a denúncia que, no dia 20 de Fevereiro de 2019, por volta das 05:00 horas, na BR 226, no Bairro Araticum em Barra do Corda(MA), os acusados, na companhia ainda de um menor Mateus costa Pereira, mataram a vítima FRANCISCO DE ASSIS DE ANDRADE DE ALMEIDA, com a finalidade de subtraíram uma motocicleta Honda CG 125, cor preta, Placa NND – 3095, e um aparelho celular. Os acusados, na companhia do menor, deslocaram-se para um lugar conhecido por “Morinho”, onde costumeiramente é utilizado por usuários de drogas. Por volta das 05 horas, os acusados e o menor agrediram a vítima de forma cruel e com vários golpes de faca, atingindo-a em diversas partes do corpo, conforme laudo necroscópico que instrui. Após, o corpo da vítima foi ocultado em um matagal, somente sendo encontrado no dia 22 de fevereiro de 2019. Decretada a prisão temporária dos acusados (decisão de folhas 38/40 do ID 50450808 - Documento Diverso (PEDIDO DE PRISÃO TEMPORÁRIA PROC. 157 72.2019.8.10.0027), foram os acusados GEISLANE DE SOUSA SANTOS e CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, capturados no dia 1º de março de 2019. Também foi decretada a prisão temporária do nacional conhecido por “Gui” (folhas 73/75 do ID 50450808 - Documento Diverso (PEDIDO DE PRISÃO TEMPORÁRIA PROC. 157 72.2019.8.10.0027), cuja captura ocorrera em 07 de Março de 2019, ocasião em que se identificou como o terceiro acusado TIAGO BARBOSA SOARES. Certidão de antecedentes criminais dos acusados acostadas às folhas 104/106 do ID 50450800 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 01). A denúncia foi recebida em 02 de abril de 2019, ocasião em que se converteu as prisões temporárias dos acusados em preventiva (decisão de folhas 118/120 do ID 50450800 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 01). Os acusados TIAGO BARBOSA SOARES, vulgo Gui, e CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, foram citados pessoalmente às folhas 132 do ID 50450800 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 01), mas não apresentaram resposta à acusação, sendo-lhes nomeada a Defensoria Pública para patrocinar a defesa (folha 144 do ID retro). O acusado TIAGO BARBOSA SOARES, vulgo Gui, habilitou advogado, Dr.
Denes Petherson Rocha Vieira, OAB/MA 7.646 (folhas 147/152 do ID retro), apresentando resposta à acusação, em que nega autoria e/ou participação no fato, apresentando ainda rol de testemunhas (folhas 02/08 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02) . O acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, apresentou sua resposta à acusação às folhas 11/15 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02), ocasião em que pugnou pela judicialização dos elementos de informação colhidos na fase policial, com a oitiva das testemunhas arroladas pela acusação. A acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS habilitou advogado, na pessoa do Dr.
Abisalão de Sousa Neto, OAB/MA 3.883, e apresentou resposta à acusação c/c pedido de revogação de prisão, sem rol de testemunhas (folhas 37/43 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02). Indeferido o pedido de revogação da prisão, foi designada audiência de instrução para o dia 14 de agosto de 2019 (folhas 51/52 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02), ocasião em que foi colhido o depoimento das testemunhas Jefferson de Sousa Nascimento, Antônio Marcelo Cunha Lima Silva, Josefa de Andrade de Almeida, Marcelino Primo Soares de Almeida e Radiel Sousa de Moura, redesignando-se o restante da instrução para a data de 27 de Agosto de 2019 (Folhas 67/75 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02). Na data aprazada, foram colhidos os depoimentos das testemunhas restantes, bem como os interrogatórios dos acusados (folhas 104/116 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02) Revogada a prisão do acusado TIAGO BARBOSA SOARES na data de 30 de Agosto de 2019 (decisão de folhas 132/134 do ID retro). Substituída a prisão preventiva da acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS por prisão domiciliar na data de 17 de Setembro de 2019 (decisão de folhas 157/158 do ID retro). Laudo pericial em aparelho celular (folhas 161/168 do ID retro). O Ministério Público apresentou alegações finais, pedindo a condenação dos acusados GEISLANE DE SOUSA SANTOS e CLEMILTON BRITO DOS SANTOS nos termos da denúncia, e a absolvição do acusado TIAGO BARBOSA SOARES, nos termos do art. 386, V, do código de processo penal (folhas 03/06 do ID 50450803 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
II) O acusado TIAGO BARBOSA SOARES apresentou suas alegações derradeiras e pediu a absolvição por negativa de autoria, posto sequer estar no local dos fatos (folhas 11/13 do ID 50450803 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
II). Por sua vez, a acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS apresentou suas alegações derradeiras e pediu absolvição por falta de provas, já que as testemunhas são parentes/familiares da vítima, e, subsidiariamente, a desclassificação para o crime de homicídio (folhas 16/20 do ID 50450803 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
II). Por fim, o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS apresentou suas alegações finais às folhas 25/32 do ID 50450803 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
II) , ocasião em que pediu a absolvição por falta de provas suficientes para a condenação, já que nenhuma das testemunhas presenciou o ocorrido, somente tendo notícia do fato por ouvir dizer (art. 386, V e VII do código de processo penal). Migrado o feito para o sistema Pje com as respectivas mídias de depoimentos, as partes foram intimadas (ID 50746639 – Intimação) e nada requereram (Ids 50794640 – Petição; 51058197 - Petição e 51769418 – Petição). Conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. DECIDO.
DA PRELIMINAR DE COMPETÊNCIA – TIPIFICAÇÃO DO FATO COMO LATROCÍNIO OU HOMICÍDIO: Como se nota, a defesa da acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS arguiu, em sede preliminar, ser o fato tipificado como homicídio e não latrocínio.
Tal questão deve ser enfrentada antes de mais nada, posto que, se reconhecida, o feito poderá ser da competência do Tribunal do Júri, e não mais do Juiz Singular.
Entretanto, pela análise do conjunto fático probatório, percebe-se que se trata de latrocínio (art. 157, § 3º, segunda parte, do código penal).
Destarte, para se diferenciar o homicídio do latrocínio, deve-se perquirir não só o dolo do agente, mas as circunstâncias de caráter objetivo que permeiam o quadro fático.
Com efeito, é incontroverso nos autos que a vítima teve a motocicleta Honda CG/125, cor preta, placa NND 3095 e um aparelho celular.
Ora, se o dolo do agente fosse somente ceifar a vida da vítima, não haveria necessidade de subtrair tais objetos que se encontravam de posse dela.
Além do mais, tanto a motocicleta, quanto o aparelho celular, estavam de posse do acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO, após o fato, independentemente de ter sido devolvido ou recuperado por familiares da vítima.
Note-se que a matéria já se encontra até sumulada pelo vetusto verbete nº. 610 do Supremo Tribunal Federal: “Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima”.
Ademais, o Pretório Excelso também já fixou que a competência para o processo e julgamento do crime complexo de latrocínio é do Juiz Singular, e não do Tribunal do Júri, nos termos do Verbete nº. 603 de sua Súmula.
Assim, rejeito a preliminar.
NO MÉRITO: Em que pese o laudo necroscópico ser inconclusivo, ou seja, não apontar a causa da morte da vítima - achado cadavérico em avançado estado de putrefação sem evidências de lesões externas.
Ausência de outros sinais que possam explicar a causa mortis. (folhas 92/93 do ID 50450808 - Documento Diverso (PEDIDO DE PRISÃO TEMPORÁRIA PROC. 157 72.2019.8.10.0027), deve-se rememorar que não se trata de prova absoluta, de maneira que outros meios de prova podem suprir a ausência ou deficiência de uma delas.
A única vedação que há é a impossibilidade de a confissão do acusado supri-la, nos termos do art. 158 do código de processo penal.
Assim, a materialidade está presente por meio do auto de apresentação e apreensão de folha 25 do ID 50450800 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 01): (1) um celular Samsung cor preta, IMEI 354793/06/2870085/4 e IMEI 2- 354794/06/287084/2, de propriedade da vítima; (2) uma faca inox, marca Mabel, encontrada entre um travesseiro e o colchão da cama do menor MATEUS; (3) Uma camisa de cor predominante verde, um short da cor predominante marrom, tecido táctel, um boné da cor cinza com o símbolo da marca pólo, todos de propriedade do menor MATEUS COSTA PEREIRA; (4) Um short (calção) da cor verde e uma camisa da cor azul celeste de propriedade do nacional CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo “Miltão”; (5) uma blusa da cor rosa e uma calça de alha da cor de propriedade de GEISLANE DE SOUSA SANTOS; (6) Um short jeans da cor azul, um frasco sprei da cor escura, com tampa na cor branca, exalando forte odor, encontrado próximo ao local onde foi encontrado o cadáver ‘BELO”.
Além do mais, também está presente por meio do exame pericial em telefonia móvel (folhas 161/168 do ID 50450801 - Documento Diverso (PROC. 187 10.2019.8.10.0027 VOL.
I 02) ), de onde foi possível acessar os autos arquivos contido no armazenamento interno do aparelho tendo sido copiados parcialmente e gravados no DVD PRODUZIDO na pasta Exame/Dados Copiados/Armazenamento Interno, sendo que não existe tecnologia nesta Seção para recuperar eventuais arquivos deletados nesses sistema.
Os dados extraídos constam dos IDs 50724478 – Certidão; 50724478 – Certidão, em que constam ligações telefônicas não atendidas e efetuadas no período em que o aparelho se encontrava de posse do acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO.
Quanto à autoria, descarto de pronto qualquer participação do acusado TIAGO BARBOSA SOARES.
Após a instrução criminal, ficou devidamente provado que seu nome somente foi incluso no fato, porque a acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS, após um procedimento de reconhecimento fotográfico em sede policial, indicou que ele estaria envolvido.
Entretanto, já em juízo, a acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS retratou-se da informação, excluindo qualquer participação do acusado TIAGO BARBOSA SOARES, alegando que confundiu ele com um homossexual apelidado por “Kim”.
No mais, nenhuma das testemunhas e nem mesmo os acusados apontam ter sequer visto o acusado TIAGO BARBOSA SOARES no dia dos fatos, seja na festa do bar KLB, seja no local onde ocorrera o delito, conhecido por “Morrinho”.
Assim, deve ser plenamente absolvido o acusado TIAGO BARBOSA SOARES por estar provado que o réu não concorreu para a infração penal, nos termos do art. 386, IV, do código de processo penal.
Por outro lado, há provas contundentes de que o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, praticou o delito.
Após a instrução criminal, ficou provado que eles estavam em uma festa no Bar KLB, e o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO, já observava a vítima, pedindo-lhe dinheiro.
Após a festa, todos se dirigiram para um local ermo, costumeiramente usado para consumo de drogas, conhecido por Morrinho.
Embora não tenha ficado claro se houve ou não uso de drogas, sabe-se que o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, ao ter nova recusa no fornecimento de dinheiro pela vítima, aplicou-lhe uma gravata, instante em que a acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS desferiu um golpe de faca, e o indivíduo conhecido por “Kim”, outro.
Gravemente ferido, a vítima foi arrastada até o matagal, sendo deixado no local.
Enquanto isso, o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, já de posse da motocicleta da vítima e de seu celular, saíra do local, entretanto, desistira de permanecer com o veículo, já que estava com a embreagem quebrada.
Para criar um álibi favorável, o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, foi até a residência da vítima e lá entregou o veículo, sem contudo, devolver o celular.
Nos dias seguintes ao desparecimento da vítima, o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO, que jamais teve qualquer grau de intimidade com ela, foi, por mais de uma vez, à residência da vítima para indagar do paredeiro de seu ‘compadre’.
Após várias tentativas de localizar a vítima, inclusive por meio de mensagens de texto e ligações telefônicas, a mãe e prima da vítima, que prestaram depoimento ao longo da instrução, conseguiram recuperar o celular da vítima na própria residência do acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO.
Nesse instante, o aparelho já estava sem a bateria e o chip, até por que, segundo a acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS, o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO, já teria subtraído o celular da vítima na festa do KLB e retirado a bateria.
A teoria, criada pela autodefesa do acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo Miltão, de que recuperara o celular da vítima de posse de uns ‘malinhas’ não encontra ressonância probatória nos autos.
Com feito, o álibi se contradiz com os demais elementos colhidos, quais sejam, a de que a acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS viu o momento em que ele subtraíra o celular e retirado a bateria ainda na festa do KLB, bem como a intimidade que nunca antes existia entre a vítima e o acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO, caracterizada pelas várias visitas à residência da vítima a procura de notícias, chamando-o de compadre.
Houvesse amizade próxima assim, não haveria sentido de o celular somente ter sido recuperado pela mãe e prima da vítima, ao irem à residência do acusado CLEMILTON BRITO DOS SANTOS, vulgo MILTÃO. É o que se colheu da instrução conforme alguns excertos extraídos dos depoimentos colhidos: Jefferson de Sousa Nascimento: “(…) Promovo todas as terças-feiras uma seresta o Bar Tourinho; No dia do crime, teve seresta no meu bar; Dos acusados, conheço de vista a Geislane desde pequena, e ela estava no meu bar no dia do crime; Conheço o Clemilton, conhecido por Miltão; Não conheço o Tiago, não sei informar se ele estava na seresta no dia do crime; A seresta termina às 02 da manhã, eu fui limpar, quando vi umas pessoas embaixo de um pé de pau; Conheço o Marcelo, o Amaral, que é um vizinho nosso, mas não conheço o Mateus nem sei se ele estava junto; Eles foram deixar o Marcelo, a moto de um deles deu problema, mas foram deixá-lo de pés mesmo; Na delegacia, foi-me mostrada a fotografia de um dos acusados, no que eu disse ser parecido com as pessoas que estavam lá; O genro do Senhor Antonio, o Radiel, viu Geilsane e seu companheiro, Mateus, descendo após às 05 horas da manhã; Eles desceram para o rumo do posto do Eliseu, onde tem um pé de pau, no sentido do bairro Cerâmica para o Bairro Tresidela, mesma direção onde foi encontrado o corpo; Não fui ao local onde estava o corpo, mas fui ao velório, local em que ouvi dizer muita coisa; Todos eles estavam juntos com a vítima bebendo, não sei por que o mataram; O local do crime é costumeiramente usado para fumarem maconha, escuro; Sei que os acusados usam droga, mas não sei se, no dia dos fatos, além da bebida, os acusados usavam drogas; Ouvi dizer que mataram a vítima para roubarem a moto, depois disseram que o celular havia sumido também, mas a moto foi devolvida no mesmo dia de madrugada, depois o celular apareceu também no curso das investigações; Não sei informar com quem estava a moto e o celular e quem os devolveu, mas foi entregue para o pai da vítima; Ouvi dizer no velório da vítima que o mataram de facada, mas não vi o corpo nem onde foram produzidas as lesões; os acusados não foram presos no mesmo dia; O corpo da vítima foi achado pela polícia já em estado de putrefação; Não havia mal cheiro do corpo da vítima porque estava entubado, só vi o caixão de longe e tinha muita gente no velório; Sei que o corpo da vítima foi encontrado de três a quatro dias após o crime; Não sei informar se os acusados brigaram com a vítima; Ouvi comentários que a moto da vítima foi entregue já de madrugada na casa do pai dele vítima, e o celular foi entregue depois; Ao olhar a fotografia na delegacia, eu achei parecido com um dos acusados, o Tiago, que lá se encontrava, mas não posso confirmar, daí que disse para não colocar em meu depoimento policial, mas tinha o cabelo pintado de loiro; Estavam no dia da festa a Geislane, Clemilton, Marcelo, Mateus e Amaral até às 02 horas da manhã, depois que acabou, eu fui limpar as coisas, e eles foram para debaixo do pé de pau bebendo; Eu limpei minhas coisas e fui para casa dormir; Confirmo que eles saíram juntos, mas não sei para onde foram; A vítima, conhecido por Belo, ia de vez em quando para a seresta, mas nunca o tinha visto junto dos acusados antes; A vítima chegou sozinho na seresta, pediu uma cerveja e uma cadeira para sentar; Não sei informar se, no dia dos fatos, se eles estavam juntos, mas estavam em mesas juntas; Não sei informar o motivo do crime; Nunca ouvi falar de a Geislane cometer crimes, mas sei que ela e os acusados consomem drogas; O menino da carrocinha, que leva frutas para a feira, foi quem falou que os acusados e a vítima desceram juntos por volta das 05 horas da manhã, ele comentou não só para mim mas para os vizinhos. (…); Antônio Marcelo Cunha Lima Silva: “(…) Eu estava na seresta, local em que a vítima chegou algumas horas depois, me cumprimentou com um abraço; Quando terminou a seresta, o Belo, Clemilto, Mateus e a Geislane sentaram em um banco próximo a um pé de pau, não estava usando drogas; Jean era um amigo meu, pessoa com quem fui para a seresta, mas ele não ficou conosco embaixo da árvore; Além de nós, havia mais uma pessoa que não conhecia, mais afastado, fino, meio moreno, não reparei o cabelo, e a foto dele não me foi mostrada na delegacia; No dia do crime, eu estava muito bêbado, no que pedi ao Miltão para me deixar, mas ele estava sem moto, no que pedi para que o Belo autorizasse o Miltão me deixasse na moto do Belo, andamos cerca de 50 metros mas caímos de bêbados; Não sei dizer se o Miltão estava bêbado; Belo era amigo do Miltão; Belo chegou com o Mateus para empurrarem a moto para pegar, mas não pegou; Eu fui dormir, acordei já por volta das 09 horas da manhã; O Belo era mototaxista, fiquei então sabendo que ele estava desaparecido; Não vi o Belo entregar a chave para o Miltão para me levar em casa, mas vi o Miltão saindo na moto com o Belo, para onde não sei; Não fui ao velório, não sei como a vítima morreu; Sei onde fica o local onde foi encontrado o corpo da vítima, sei que é um local usado para fumarem maconha; Não sei informar se o Belo fumava maconha, mas sei que os acusados e o Mateus usavam; Não sei informar o motivo do crime, fique sabendo que mataram a vítima de facada; O corpo foi encontrado cerca de três dias após o crime, já apodrecendo, mas não cheguei a vê o corpo; Ouvi comentários que havia desparecido um rapaz do Juá; Não sei informar se os acusados tinham antecedentes criminais; Não sei informar quem ficou com a moto da vítima, porque eu estava bêbado e fui embora; Não ingeri bebida alcoolica com os acusados, mas sei que ingeriram porque tinha um litro de Vodka; Conheço a Geislane, sei que era moça decente até um certo tempo, depois desandou ao começar a usar drogas, sei que ela estudava, mas não sei a idade dela nem se tem filhos ou se está grávida; Não conhecia os acusados há muito tempo; Eu conhecia a Geislane aqui de Barra do Corda, não era minha amiga, só conhecia de vista; O Miltão não chegou a me deixar em casa, tentou, no que pedi ao Belo a moto para o Miltão me levar, no que ele autorizou, e o Miltão já estava de posse da chave, aí fui para casa e não vi mais o que aconteceu; Não costumava andar com eles, só foi nesse dia; Eu era conhecido do Belo, mas ele chegou depois à festa, na qual eu já estava com o Jean; Jean depois foi embora, no que eu fiquei um tempinho com os acusados e vítima embaixo do pé de pau, mas o Belo não me falou nada naquele dia, nem se estava preocupado; Não vi indício de discussão entre eles; Na festa, só tinha bebida, não vi drogas; Não sei informar para onde eles costumavam ir depois da festa; Só bebi cerveja na festa, não bebi da Vodka (…); Josefa de Andrade de Almeida: “(…) Miltão chegou na minha casa por volta das 03 horas da manhã, devolvendo a moto do Belo; Não tinha conhecimento de o Miltão ser amigo do Belo, mas sei que eles eram vizinhos, nunca teve briga entre eles; Belo não tinha inimigos, não é do meu conhecimento; Dos acusados, sei que a Geislane já morou perto de mim, mas não tenho intimidade com ela, mas sei que ela usa maconha, assim como o Miltão; Não conheço o Tiago, não sei nada da vida dele; Belo saiu de casa, dizendo que ia assistir a um jogo de futebol, e o Miltão foi lá em casa insistir para o Belo ir com ele para a seresta; Miltão entregou a moto, dizendo que o Belo ficou no posto do Eliseu e de lá foi para o Baixão, dizendo que estava morto de arrependido, e eu sem saber o quê; O Belo estava muito bêbado, mas ele traria a moto, nem que fosse arrastando para a casa; Miltão disse que o Belo estava muito bêbado, não tinha condições de pilotar a moto nem de ir na garupa; Miltão disse que o Belo tinha ficado com a Geislane e outros, cujos nomes ele não me disse; Miltão disse que eram quatro pessoas, mas uma delas ele não conhecia, e falou no nome da Geislane; No outro dia, o Miltão foi na minha casa, por volta das dez horas, perguntar pelo Belo “cadê o compadre Belo?”, no que já fiquei desconfiada, porque o Miltão nunca o chamou de compadre; Nisso, fui ao ponto de mototaxista perguntar pelo Belo, ninguém disse tê-lo visto; O Miltão disse que não era para procurar na beira do rio, mas sim do postinho de saúde para lá eu poderia achar ele; Belo foi achado no baixão, local em que foi encontrado junto com um gato morto também; Belo foi encontrado quatro dias após o crime, período em que o Miltão ia todos os dias perguntar pelo meu filho, coisa que nunca fazia antes nem nunca andava lá em casa; Miltão devolveu o celular depois, no outro dia por volta de uma hora da tarde, mas não disse onde foi que achou o celular, dizendo que o Belo tinha perdido, e ele Miltão estava arrependido, aparentando estar nervoso, abaixava a cara, nunca olhava para minha cara; Miltão não devolveu o celular na minha casa, mas sim na casa dele Miltão, porque eu fui com a sobrinha de meu marido lá, a Edineude, ela ligou, passou meia hora ligando para o celular, e o Miltão já tinha tirado até o chip; Miltão não informou como foi que o celular estava com ele, depois foi dizer que foram uns moleques que tinham achado e iam vender, no que perguntei quem eram os moleques; Edineude não foi ouvida na polícia; Miltão estava nervoso, tinha tirado a bateria do celular, mas deu para a mulher dele colocar e me entregar; O celular ainda hoje está na delegacia; Ainda hoje choro, tiraram meu filho e minha paz; Edineude viu o Miltão me entregando o celular, embora ele tenha negado isso, ainda bem que a levei, senão eu ficaria de mentirosa; Eu vim para casa, Miltão ficou na casa dele e fechou a porta; Soube da morte de meu filho, quando acharam o corpo, mas não sei quem achou o corpo, mas foi no local que o Miltão disse que achariam, próximo ao postinho de saúde lá no Baixão; Nunca vi o Belo junto com o Miltão; Não sei informar o motivo do crime, mas ouvi dizer que Miltão devia cem reais a uma moça, ele era acostumado a roubar e já foi até preso antes; Não sei informar se mataram o Belo de facada, pois colocaram capim no rosto dele e tinha um corte no abdômen, mas não sei se foi facada; Não sei informar quem achou o corpo da vítima; Sei que o celular estava com o Miltão, ele mentia dizendo que a vítima tinha perdido, mas depois ele apareceu com o celular e não disse como foi que apareceu com ele; Ouvi falar que o local onde acharam a vítima é um ponto onde consomem drogas; Ouvi falar que os acusados estavam todos juntos e usavam drogas; Belo não era amigo da Geislane nem dos outros acusados; Belo nunca foi compadre do Miltão, foi invenção do Miltão; Belo bebia, mas nunca usou drogas; Não conheci a Geislane de pequena, mas já moça feita; Eram amigos do Belo a Patrícia, o Raifran e o filho da Iracema; No dia do crime, Belo disse que ia vê o jogo e ainda ligou por volta das sete horas da noite, dizendo que estaria chegando; Eu só conhecia a Geislane de vista, nunca teve contato com o Belo nem o namorou ou era amiga; Ouvi comentários de que Belo tinha cem reais na seresta, e que mataram a vítima para ficarem com o dinheiro e o celular, ele foi visto com esse dinheiro pelo dono do bar, porque pagaria a cerveja, ele tinha o dinheiro porque pagaria a prestação da televisão; Nunca me deu notícias do Belo usar drogas; Ouvi dizer que o local onde encontraram a vítima é ponto de uso de drogas (…)”; Marcelino Primo Soares de Almeida: “(…) No dia do crime, a vítima saiu de casa e não voltou; Não sei quem matou; Sei que o Miltão apareceu às 03 horas da manhã lá em casa, para devolver a moto do Belo, porque o Belo estava muito bêbado e não poderia ir nem poderia vir na garupa; Perguntei com quem o Belo teria ficado, o Miltão disse que o Belo tinha ficado com uns amigos dele, no que vi a moto já dentro de casa; Belo era acostumado a passar a noite fora de casa, mas não usava drogas, que eu visse, não; Eu não estava em casa, não me recordo se minha esposa disse que o Miltão tinha ido lá em casa depois para perguntar sobre o Belo, e que o Miltão estava nervoso, sendo estranho ele ter ido lá; Não sei informar se minha mulher disse que era para procurar o Belo no rio e que o Miltão mandava procurar perto do postinho; Sei que minha esposa foi na casa do Miltão com a Edineude, para buscar o celular do Belo, já no outro dia após o crime; Miltão estava mentindo ao dizer que não tinha o celular; Belo não tinha inimigo, sei que depois que pegaram o Miltão, chegaram nos demais acusados; Não sei informar de quê a vítima morreu, não conheço o rapaz que encontrou o corpo, mas me chamaram e fui ao local e não vi marca de facada ou tiro, não dava para saber; Havia cerca de três a quatro dias do crime, não tinha como chegar perto do corpo; Não me recordo se o Miltão iria devolver o celular, sei apenas que minha esposa foi buscar na casa dele; Belo não era amigo dos acusados, não andava sequer com eles; No dia do crime, o Belo não me disse que iria para a festa, apenas disse que um rapaz ligou, chamando para vê um jogo na maçonaria; Ouvi dizer que a vítima tinha cem reais, mas eu não vi; Ouvi dizer que o local, onde o corpo foi achado, era ponto de uso de drogas, mas não sei se o Belo costumava ir lá; Belo não era amigo do Miltão, sempre que o Miltão chegava em um lugar, Belo saía, porque Miltão pedia para pagar uma dose, o Belo pagava e saía embora; Belo não emprestava a moto para o Miltão; Não sei informar se Geislane namorou o Belo, nunca ouvi falar de briga entre a vítima e os acusados; Ninguém conta para a gente o motivo do crime (…); Radiel Sousa de Moura: “(…) Conheço somente a Geislane de vista; Não conheço os acusados, não me mostraram eles na delegacia; Por volta das duas horas da manhã, vi a vítima com a Geislane e outras pessoas; Não conheço o Miltão, não o vi sequer na delegacia; Sei onde encontraram o corpo da vítima, mas eu não era vizinho dele; Sei que o local é onde usam para fumar maconha; Não reconheço a pessoa cuja fotografia consta à folha 35; Nunca ouvi falar de Miltão, nem que ele seria maconheiro ou foi preso, não estou com medo; Meu irmão Rogério não viu Geislane com a vítima, eu estava esperando ele para ir para o mercado, quando Geislane passou com outras pessoas; Não sei como mataram vítima; Não fui ao velório da vítima, não sei quem achou o corpo; Eu chegou em casa somente à noite; Ouvi comentários da vizinhança de que acharam a vítima morta no local, jogado em um matagal em um buraco, sem moto e sem celular; Sei que a vítima tinha moto, não o vi nesse dia, não andei com ele nem por onde ele andou no dia do crime; Belo não saía com a Geislane, não sei nem se o Belo a conhecia; Eu era amigo da vítima, mas quanto à Geislane só a conhecia de vista; Sei que a moto da vítima estava na casa da vítima no outro dia; Não sei quem matou a vítima; Não sei informar se roubaram a vítima; Ouvi falar da participação de um homossexual na participação do crime, que estava envolvido na morte, mas não o conheço; Geislane descia a ladeira para o rumo do rio, acompanhada de dois peões, por volta das cinco horas da manhã; A vítima não era meu amigo para sair; Não observei nada de anormal, nem sujeira de sangue, apenas que a Geislane estava embriagada; A vítima nunca comentou comigo de estar sendo ameaçado; Eu não fui para a Seresta; O Belo não frequentava boca de fumo nem usava drogas; Sei que o local onde acharam o corpo era ponto de uso de drogas, local em que já presenciei Geislane noutra ocasião; Não sei o motivo do crime. (…); Raimundo Nonato de Andrade de Almeida: “(…) Tomamos conhecimento da morte da vítima, quando acharam o corpo; Eu não estava junto, quando acharam o corpo; Não fui ao local onde encontraram o corpo, mas eu estive no velório, não sei como ele morreu; Não vi cicatriz ou facada; A vítima foi encontrado na descida da rua Deodoro Arruda, fica num baixão, um matagal, conhecido como ‘Alto do Bode’, apelido, também conhecido por ‘Morinho’; O local é escuro; Quem achou o corpo, não falou como estava o corpo, não conversei com quem achou; Dos policiais, só conheço o Oliveira; Só os investigadores que podem falar do corpo, procurando o corpo e investigando o caso; Não conheço o Manoel, conhecido do policial Oliveira, posso conhecer pelo apelido, não pelo nome; Galeano disse ter visto a Geislane próximo ao local do crime, chorando, por volta das 04:30 horas da manhã, porque ela teria brigado com o namorado dela, isso antes de encontrarem o corpo de meu irmão; Não sei informar quem estava mais com a Geislane nesse dia; Não estive presente no Bar na noite do crime, eu estava em casa; Não conheço o Tiago; A vítima vivia do serviço e gostava de tomar a cachacinha dele, fazia cerca de dois dias sumido; Não sei informar se a Geislane andava com a vítima, mas eu não sabia que ela fumava drogas; Fiquei sabendo da acusação através da justiça; Geislane vinha sozinha chorando, quando o Galeano a viu, ele não viu os demais, nem prestou atenção se ela estaria armada ou ensanguentada; Dos acusados, eu só não conhecia o Tiago; A vítima frequentava muitas festas; A vítima nunca se envolveu com brigas ou discussões; Eu só soube depois do laudo, a polícia encontrou o corpo, e soube que o motivo foi para roubar a moto e o celular e posterior venda para compra de drogas, para outra coisa não era; Não sei informar se a vítima usava drogas, se usava, eu não sabia; sei que os acusados usam drogas; Quando eu subia para o posto, eu era acostumado a vê a Geislane bêbada e drogada no posto várias vezes de manhã; A vítima tinha amigos de cachaça, mas não era amigo dos acusados, apenas conhecido; A vítima só pagava as cachaças para todos onde ia, eram apenas conhecidos; Ouvi dizer que a Geislane estava chorando porque tinha brigado com o namorado dela; Clemilton foi deixar a moto em casa, não roubaram a moto porque não deu tempo, tinha quebrado o cabo de embreagem, mas o celular foi roubado, foi encontrado na casa dele Clemilton; A moto foi deixada, para sair da cena do crime, era por volta das 04 e pouco da manhã; Confirmo que Clemilton foi deixar a moto em casa, porque estava quebrada e era por volta das 05 horas da manhã na casa da minha mãe; Clemilton chegou mentindo, dizendo para a mãe ir buscar a vítima no posto; O celular só apareceu depois, porque a mãe foi atrás e foi encontrado na casa do Clemilton; Clemilton disse que um mala tinha roubado o celular e ele foi atrás, mas não explicou porque não deixou o celular junto com a moto na casa da mãe; Clemilton fingia que era amigo das pessoas; O Clemilton tinha tirado bateria e chip do celular; Minha mãe foi acompanhada de minha prima Nenê buscar o celular na casa do Clemilton (…); Edineude Ribeiro de Almeida Souza: “(…) A vítima era meu primo, ele morava numa casa do lado da mãe dele, e eu morava perto; Soubemos da morte dele, porque eu estava junto com a família, que estava a procura dele; Eu não ajudei a procurar o corpo, mas acompanhei a mãe da vítima, que é minha madrinha, a casa do Miltão; Eu fui, porque eu sabia onde era a casa da avó da Gerlane, porque o Miltão já tinha ido na casa da mãe da vítima para deixar a moto, por volta das três horas da madrugada, no que ela perguntou pela vítima, e o Miltão disse que a vítima viria atrás com os outros; Não sei informar o motivo por que o Miltão deixou a moto, mas a moto estava quebrada; O motivo do crime foi porque roubaram a moto, o celular e cem reais que a vítima tinha no bolso; Sei que amanheceu o dia, mas a vítima não chegou em casa, a mãe dele ficou procurando por ele; Eu fui com a Josefa na casa do Miltão, não lembro a hora exata, mas era cedo da tarde do dia seguinte; Chegamos na casa do Miltão, ficamos na calçada, batemos palma, ele saiu e falou que tinha recuperado o celular por ter adquirido de uns malandrinhos na Vila Nenzim, mas o Miltão já apareceu com o celular na mão quando fomos atrás; O Miltão apareceu e pergunto se o homem, referindo-se à vítima, já tinha chegado, a Josefa disse que não, nunca tinha aparecido; O Miltão não disse quem era o mala que estava com o celular, mas estavam vendendo; O Miltão não sabia que procurávamos o celular, apenas tinha ido de madrugada devolver a moto; O celular estava desmontado e sem o chip, já veio com eles na mão, apenas o Miltão disse que os malandros não iriam vender, porque ele conhecia o dono; Nós até entramos na casa do Miltão, ele estava com a esposa; Fui ao local onde acharam o corpo, mas não entrei no matagal, já fazia quatro dias que ele estava morto; Tinha muita gente no local do crime, o corpo estava podre já, não sei dizer de quê ele morreu; O corpo foi levado para Imperatriz para exame, e a mãe da vítima disse que tinha corte de faca; Nunca vi o Belo andando com os acusados, sei que ele não era usuário de drogas, nunca ouvi falar do Tiago; Não conhecia o Miltão, mas eu já conhecia a Geislane, o pessoal fala que ela era usuária de drogas; Todos comentam que mataram a vítima para roubarem; Belo não era metido em confusão, era pessoa de bem, não tinha inimigos e era trabalhador; O celular foi recuperado, antes de acharem o corpo, na quarta feira à tarde, e a moto foi entregue na quarta de manhã cedo às 03 horas; Conheço a Geislane há muito tempo; Roubaram a moto e o celular da vítima, mas a moto foi entregue de madrugada; A moto foi devolvida, porque estava quebrada, talvez se arrependeram, o Miltão devolveu; A vítima bebia; O corpo da vítima estava no matagal, não tem luz, tem uma estrada de pedra e sem asfalto, era só mato mesmo; A vítima não era alto nem baixo; Não sei informar se a Geislane estava chorando; Não sei informar o quê aconteceu na festa nem se o Belo emprestou a motocicleta para o Miltão deixar alguém em casa, e a moto não pegou; O chip estava na mão do Clemilton, ele pediu para a esposa colocar no celular, que depois foi entregue à mãe da vítima; Sei que o celular foi devolvido porque fomos lá, foi entregue espontaneamente; Não sei informar se a vítima era amigo do Clemilton, mas eu não o via com o Clemilton; A vítima nunca se envolveu em briga, nem com os acusados; Não sei informar se o Belo tinha carteira, quando acharam o corpo, sei que ele não tinha saído com documentos, só com cem reais no bolso; Não sei informar se os cem reais foram encontrados junto ao corpo da vítima; Não tomei conhecimento de a Geislane estar chorando na avenida nem que a vítima queria agarrá-la, e o namorado teria brigado com ela; Sei que a vítima gostava de pagar bebida para os outros; Antes de buscarmos o celular na casa do Miltão, a mãe da vítima ligou várias vezes, uma vez chamou, mas depois ficou sem sinal; Eu não liguei para o telefone, e a mãe da vítima pediu para ligar; Miltão disse estar com o celular, porque tinha pego das mãos de uns malinhas; A vítima sumiu na quarta feira, mas não chegou à noite, procuramos no outro dia; Não me recordo se a bateria estava no celular, quando chegamos na casa do Miltão, mas não prestei bem atenção, eu olhava para o lado; Quando saímos com o celular na mão, não mexemos nele; A mãe da vítima não comentou comigo se a vítima ligou ou mandou mensagem antes; Eu não fiquei muitas horas na casa da mãe da vítima, mas sei que o Miltão foi várias vezes e nenhuma delas ele levou o celular, apenas para saber notícias da vítima, não sabíamos sequer que ele estava com o celular; Miltão foi várias vezes na casa da mãe da vítima só para saber se tinham achado ou aparecido; A mãe da vítima me falou que o Miltão falou que a vítima estaria do postinho para frente, mas o corpo da vítima foi encontrado na mesma rua para o outro lado; Não é do meu conhecimento do Miltão frequentar a casa da vítima, eu nem o conhecia, mas ele foi lá depois que a vítima desapareceu para perguntar tranquilamente pela vítima; Miltão não disse quem eram os moleques que estavam com o celular, ele falou assim para a mãe da vítima, que conhecia o dono e iria entregar para o dono; Não é do meu conhecimento da vítima andar com os acusados.” Leiva Negreiros de Sousa: “(…) Conheço o Tiago há muitos anos, não tem apelido, todos o chamam de Tiago; Na época do crime, o Tiago não tinha pintado o cabelo; A mulher do Tiago está grávida, sou até madrinha da criança; Nunca ouvi falar nada de errado do Tiago, menino calmo, não usa drogas, nunca agrediu a companheira, se agredir, ele apanha, porque ela é maior que ele; Tiago mora perto da sogra, na Vila Sampaio; Já ouvi falar do KLB, mas nunca fui lá; Tiago não tem moto; Não conheço a Geislane, nunca ouvi falar dela; Não ouvi falar de Geislane chorando na Avenida; Nunca vi nem conheço o Clemilton, não sei falar do envolvimento dele com o fato; Tiago está preso por ser acusado pela morte da vítima, não sei que horas aconteceu a morte; No dia do crime, o Tiago estava em casa dormindo, com a esposa dele, ele bebe, mas não é de ficar bêbado; Tiago não estava no KLB no dia do crime, a esposa não sabe por que o prenderam; Não estive com o acusado e sua esposa no dia do crime”; Antônia Perla Cruz da Silva: “(…) Conheço o Tiago há aproximadamente quatro anos; Tiago não pintou o cabelo na época dos fatos, mas sim em 2017, o cabelo dele estava preto mesmo e não loiro; Tiago tem companheira, está grávida de 08 meses; Tiago não é de arrumar confusão, andar bêbado ou usar drogas, é rapaz bom e trabalhador; Não sei onde é o KLB, mas é longe de onde moramos; Tiago não tem carro nem moto; A esposa do Tiago me disse que, na noite do crime, ele estava em casa; Não conheço a Geislane, não moro próximo a ela, pois moro na Altamira; Soube dos fatos através de vizinhos, comentaram que tinham matado um rapaz, e que o Tiago estaria envolvido, mas não sei dizer se a moto apareceu na casa da vítima; Não conheço o Miltão, nem sei informar se era amigo do Belo ou tinha relação com o Tiago, vi-o hoje a primeira vez; Eu não fui na casa do Tiago na noite do crime”; Maria Marinete Neves da Silva: “(…) Sou madrinha da Geislane, ela estudava, mas não sei se ela foi presa; Ela tem dois filhos, uma filha minha cria um dos filhos em São Paulo, e a Geislane está grávida novamente; Tudo na minha casa eu confiava na Geislane, tomava conta, nunca vi agressão com meus netinhos; Ouvi comentários que a Geislane estaria na turma que matou a vítima, mas eu estranhei, porque ela não teria coragem; Não sei informar se o celular ou a moto foi entregue; Geislane me chamava até de mãe, me pediu uns sutiãs e calcinhas, fomos na loja e compramos; Não conheço nem nunca vi o Tiago; A Geislane passava de dois a três meses comigo na minha casa; Hoje foi a primeira vez que vi o Tiago; Não conheço o Clemilton, hoje é a primeira vez, nem vi a Geislane comentando ter amizade ou saindo com ele; Ela nunca levou qualquer pessoa nem homem na minha casa; Já ouvi falar da Geislane beber e usar drogas, eu mesma já dei conselhos, mas ela nunca ficou assim em minha casa; Não cheguei a perguntar nada a Geislane a respeito do crime; Ouvi comentários de que a Geislane não seria capaz disso; Em São Paulo, a Geislane era usuária de drogas.” Antônia Joaquina de Jesus: “(…) Conheço a Geislane desde quando nasceu, mas ela não está estudando, tem filhos e nunca foi presa; Não sei informar se ela participou da morte da vítima nem se estava chorando em uma rua próxima; Não sei informar se a moto foi devolvida; Conheço o Milton, mas não sei contar do passado dele; Não conheço o Tiago nem frequentando a casa da Geislane; Conheço o Miltão quando ele trabalhava no Povoado Naru, pedindo água; Não sei falar se o Miltão tinha amizade com a Geislane, nem ele ia mais na minha casa há muitos anos; Miltão não ia na casa da Geislane no Naru, não sei aqui na cidade; Não sei informar se a Geislane ia no Bar KLB e com o Miltão; Não sei informar se o Miltão mexia com coisa errada, ele só passava lá em casa de passagem e pedia água, sentava no terreiro da frente; Geislane passou uma temporada na casa das tias em São Paulo, passou a usar umas drogas; Não sei informar se a Geislane estava no KLB na companhia dos acusados nem se estava chorando próximo ao local onde o corpo da vítiam foi encontrada; Ela está presa por estar sendo acusada da morte.”; Francisca Gomes de Sales: “(…) Conheço o Tiago há cerca de dois anos, não tem apelido, é conhecido na rua como Tiago; Tiago não pintou o cabelo de loiro na época do crime; Sei que ele tem uma companheira; Não vi o Tiago no dia do crime; Tiago estava na residência dele com a esposa no dia do crime; Tiago não sai à noite para farrar, ele não era de sair à noite nem usava drogas; Não conheço a Geislane, nunca a vi; Soube dos fatos por boatos na Vila, pois no dia do acontecido, eu estava para o interior em uma chácara de minha irmã; Não conheço o Clemilton, nunca o vi antes, só hoje; Tiago não tinha o costume de sair à noite, mas eu estava no interior no dia do crime.”; Interrogatório Geislane de Sousa Santos: “(…) Não é verdadeira a acusação que me é feita; No dia dos fatos, eu vinha sozinha, chorando, porque eu tinha acabado de briogar com meu namorado Marcos; Eu estava bêbada e drogada, passei a noite com ele, mas vim embora sozinha; Estava com ele no KLB; Eu já estava grávida quando aconteceu o crime, mas só descobrir quando estava no presídio; O Clemilton vinha com a moto do Belo quebrada, além do celular; Tiago tem uma aparência com a foto, fui obrigada a falar na delegacia, mas Tiago não estava no local; Clemilton estava com o Mateus; Não vi Tiago em hora alguma, nem no KLB nem depois, confundiram ele com as fotos da delegacia; Clemilton estava sozinho com o Mateus; Belo estava com o Marcelo meu primo; clemilton foi deixar a moto na casa da mãe da vítima, e o celular o Clemilton tirou a bateria e o chip para a família da vítima não ligar e dizer que ele estava no celular; Clemilton era amigo da vítima, estavam juntos no KLB; Não vi mais a vítima depois, só ele levando o Marcelo; Marcelo vinha com a moto da vítima com o Clemilton e o Mateus, o menor, isso por volta das 04 horas da manhã no Morrinho; Eles vinham descendo, e eu cruzei com eles, mas não estava com eles; Eles continuaram descendo, e eu fui para minha casa, não sei mais o que aconteceu, mas nesse momento o Clemilton com o Mateus, o celular e a moto da vítima, enquanto que a vítima estava com o Marcelo, mas estavam separados do Clemilton e do Mateus; Clemilton vinha empurrando a moto da vítima, não sei se estava quebrada; Era uma moto preta, 125; Não sei informar por que a vítima não empurrava a moto, sei que a vítima estava bêbado, inclusive quando cheguei na festa no KLB, a vítima já estava morto de bêbado, e o Clemilton já estava arrodeando a vítima; Clemilton já estava com o Mateusno KLB e arrodeando a moto; A vítima estava com o celular na cintura, o Clemilton viu, pegou e botou no bolso, alegando que os caras queriam pegar, mas não tinha ninguém perto, porque só estávamos eu e meu namorado; Não sei informar o motivo por que o Clemilton não devolveu o celular junto com a moto para a mãe do Belo; Não vi a hora que ele tirou o chip e a bateria do celular, mas sei que ele estava com o celular na mão e outra coisa na outra mão, não sei se era a bateria ou pedaço de papel; Nunca saí com o Belo nem saí pra festa ou bebi com ele; eu já conhecia o Clemilton de vista, assim como o Tiago, confirmo que o Tiago nem na festa nem no Morrinho estava; Não conheço o Jefferson, Antônio Marcelo e não era o Marcelo que estava com o Belo, não conheço Josefa, conheço Marcelino é meu primo; Elielton, Raimundo Nonato e Radiel não conheço e nada tenho contra eles todos; Eu não estava com Marcelo, Belo, Clemilton e Mateus no dia do crime, apenas me topei com eles na rua, não sei por que puseram meu nome nessa história; Ouvi dizer que o Clemilton saía para festas e arrumava confusões, briga e sei que ele usa drogas; Não conheço o Tiago, só de vista; O Mateus mora na casa da minha avó e sei que usa drogas e bebe; Clemilton já chegou a vender drogas, mas o Mateus só usava mesmo; Clemilton vendia drogas na casa dele mesmo; Eu usava drogas na época, comecei a usar com 17 anos, hoje tenho 24 anos, mas nunca comprei drogas do Clemilton; Não tinha outra pessoa rondando a moto do Belo, só o Clemilton; Sei disso tudo, porque eu briguei com meu namorado no KLB e depois vi o Clemilton pegando a moto para deixar meu primo na casa dele, mas depois não vi para onde eles foram, só os encontrei depois no Morrinho; Clemilton pediu dinheiro para o Belo, mas Belo disse que não tinha, no que o Clemilton deu um golpe de gravata no Belo já aqui descendo o Morrinho; Belo desmaiou, não vi mais o que houve, porque vim para minha casa, mas vi que pediram socorro; O homossexual que falei na polícia estava com o Clemilton e o Mateus, que confundiram na polícia com o Tiago; Miltão estava armado com a faca na cintura, uma faquinha no KLB; Depois que deram a gravata, eles tomaram a moto e o celular do Belo; não vi alguém dando facada no Belo, só vi a gravata; Confirmo que vi o homossexual desferindo a facada no estômago do Belo, e ele estava junto com o Clemilton e o Mateus; O homossexual usou outra faca, diferente da do Belo; Eu não estava com eles nem fui eu que dei facada no Belo; Não sei informar o nome do homossexual, vi a primeira vez no dia do crime; Amaral é um amigo meu e não estava com o Miltão, ele estava junto comigo na hora que brigava com meu namorado; Eu não bebia com eles na mesa no KLB, eu estava com meu namorado, que está em casa agora, não quis chamá-lo para a audiência, ele se chama Marco; fui interrogada mais de uma vez na polícia, um no dia 26, outro no dia 28 de fevereiro;Raifran é um colega do Miltão e tinha a foto do homossexual; eu fui de mototáxi para casa, não o conheço, só peguei e fui para casa; O dono da KLB é Palola, não é verdade o que ele disse que ficamos mais de uma hora após o fim da festa e consumindo drogas; Confirmo que Clemilton arrodeava o Belo e estava armado com uma faca, tirou o chip e a bateria do celular do Belo; Clemilton fez foi pegar a moto, Belo não a emprestou; Não vi Belo puxando uma nota de cem reais para pagar a conta; eu vi esses detalhes, porque eu passava pelo local; O homossexual tinha um apelido, mas não me lembro qual; Não sei quem é Kim; Confundiram a fotografia na polícia com o Tiago, mas reconheço que não é o Tiago aqui presente; Não pretendo usar droga nem beber, estou muito arrependida do que houve; Belo emprestou a moto para o Clemilton deixar em casa, eu ia passando e os vi acendendo um baseado, na hora que deram uma gravata no Belo; Clemilton arrodeava o Belo, queria um copo de cerveja e queria também pegar a moto, arrodeava e ameaçava de morte, porque o Belo não queria dar a chave da moto porque os dois estavam mortos de bêbado; Clemilton falou isso no pé do ouvido do Belo, e o Belo veio chorando de onde estava e foi falar com o Mateus e o chamou para descer, no que o Miltão ficou atrás com a moto do Belo; Belo e Marcelo desceram, depois veio o viado e depois o Miltão e meu primo Mateus com a moto; Eu vi o cabo da faca na cintura do Miltão; eu falei outra coisa na polícia, porque o delegado queria que eu entregasse o Clemilton; Confirmo que o Belo não entregou voluntariamente a chave da moto, estava morto de bêbado, e o Miltão passou a mão e pegou a chave da moto; Belo estava sem camisa, e o Miltão puxou; confirmo que não houve briga no bar KLB, mas houve ameaça, tenho certeza; eu estava sentada no banco, discutindo com meu namorado, e eles estavam lá brigando, Clemilton só não pegou o dinheiro; Clemilton era amigo meu de vista, eu tinha medo dele, porque ele tem uma fase muito ruim por querer ficar comigo, mas eu não queria, aí ele ficou ressentido, mas nunca me ameaçou; Sei que o Clemilton deu a gravata, o homossexual deu a primeira facada na boca do estômago, e o menor estava com a faca escondida; Eles estavam perto de um poste, e eu estava no outro lado da rua; Eu fui torturada na polícia, deles botarem um saco na minha cabeça; Miltão estava com uma faca, mas não usou; Eu percebi tudo, mas estava escuro, e eles estavam fumando; Não sei informar se já havia um acordo entre eles para matar o Belo; Belo estava indo embora com o Mateus, após ter sido ameaçado pelo Miltão na festa; Não sei informar se houve emboscada, mas o Clemilton segurou o Belo para os outros furarem; A amizade do Belo com o Clemilton era de bebedeira; Nunca fiquei antes com o Belo nem com o Clemilton; Belo não queria ficar comigo, era o Clemilton que queria, mas não fiquei; Eles só consumiram bebida na festa, e eu bebi também e tenho certeza do que aconteceu; Não tive qualquer participação no crime; eu falei que encontrei a faca na moita, porque o delegado me obrigou; Eu falei a verdade em relação aos outros e menti em relação a mim na polícia; Eu vi as duas mãos do Miltão ocupada já depois da festa, não sei se era a bateria do celular; Não tinha bebido muito, só quatro cervejas; Eu saí correndo, após darem a primeira facada no Belo; Belo não era meu amigo, era só conhecido; Eu não avisei à polícia, porque peguei um mototáxi para ir para casa; Eu estava com medo do Miltão no primeiro interrogatório policial, por isso não disse nada contra eles; Nenhum deles tinha me feito mal antes, mas eu estava com medo; Belo não era amigo dos outros, só do Clemilton; Não sei informar se Clemilton foi deixar ninguém em casa ou fazer outra coisa ao pegar a chave da moto do Belo; colocaram saco na minha cabeça na polícia; o primeiro interrogatório foi dado para Dr.
Marcondes, e o segundo foi para o Dr Renilto, nesse colocaram um saco na minha cabeça, mas como foi filmado, não colocaram; Não estou com medo de mais ninguém, só do Delegado, Dr Renilto, dele fazer alguma coisa comigo; Mateus mentiu ao dizer que estávamos fumando droga no Morrinho; Não vi o interrogatório do Mateus, não sei se puseram saco na cabeça dele; Não é verdade que eu tenha dado a facada no Belo, como disse o Mateus na polícia; Não tenho briga nem inimizade com o Mateus, mas ele tinha inveja porque eu tinha as coisas, eu comprava para fumar, e ele não; Eu não fui embora com Shrek do local, eu fui com o mototáxi” Interrogatório Tiago Barbosa Soares: “(…) Não é verdadeira a acusação; Estou sendo acusado pela Geislane, fomos postos de frente, e ela disse que eu era o Kim, mas eu não sou o Kim, esse nome não é meu; Esse Kim seria o homossexual; Até o delegado e os demais ficaram dizendo que eu era viado, e eu sem saber de nada; Nunca vi a Geislane e o Clemilton, nem o menor Mateus, muito menos a vítima Francisco, conhecido por Belo; No dia do crime, eu não fui para o KLB, pra festa, nem beber e fumar no Morrinho; Estou nessa história por conta da Geislane, não sei dizer por que ela fez isso, até hoje estou sem entender; Eu não conhecia eles antes, nem inimizade poderia ter com eles; Eu fui interrogado pelo Delegado Renilto na policia, foi só um; Eu não fugi, não devo nada; Ainda disseram que não era eu no presídio, mas a Geislane me acusou, como se eu soubesse quem era a vítima; Não conhecia a vítima antes, não fui ao KLB, vivo de casa para o serviço e amizade só com minha mulher e serviço; Eu assinei o interrogatório, porque fui ameaçado de me baterem, disseram para eu ler e assinar; Minha mulher é Elane, e minha sogra é Rodisseia; Nunca usei drogas; Não é verdadeiro o que falei no interrogatório, eu falei por conta das ameaças do delegado, que me chamava de viado e que se eu não falasse, poderia acontecer mais coisas comigo; Geislane não me chamou para fumar drogas em uma rua escura, eu nem a conheço; Confirmo que meu interrogatório foi gravado na polícia; Não conheço as testemunhas arroladas na denúncia e nada tenho contra elas; Minha sogra tem um bar, chamado ‘Aconchego dos amigos’, localizado na Vila Sampaio; Ninguém falou comigo, mas o Miltão disse no presídio que eu estava preso injustamente e só porque a Geislane estava me acusado de ser o tal Kim, por conta de uma foto minha com cabelo loiro; Usei cabelo loiro há mais de três anos atrás, cabelo liso e parecido com índio; Nunca fui preso antes na minha vida; Essa foto foi tirada na casa das meninas na Altamira, tinham umas pessoas fumando lá, mas eu não fumo, só estava lá no meio; O delegado passou as fotos, e a Geislane me acusou; O delegado veio para botar a sacola, ameaçando, fiquei com medo porque nunca fui preso nunca passei por isso na vida, aí disse que era para eu ler e assinar, nem advogado eu tinha para acompanhar, mas não fugi e fiquei na minha casa; Eu assinei o depoimento, fui para casa, no outro dia, o delegado foi na minha casa e disse que eu estava preso; Confirmo que nunca fui ao Bar KLB, sei nem onde fica, moro na Vila Sampaio; A Vila Nenzim é distante da Vila Sampaio; Conheci o Miltão na delegacia, depois que cheguei lá preso; Miltão disse que o cara não era eu, porque ele era alto, homossexual e de cabelo loiro e que o nome dele era Kim; Ficaram me chamando de Kim, mas eu não sou o Kim e não sou homossexual; Tenho mulher e filhos, já estou com outra mulher que está grávida, estou preso há 06 meses sem dever nada; Eu só prestei um depoimento na delegacia, no outro dia voltei, disseram que era para assinar um papel, fiquei até 06 horas da tarde, quando minha sogra chegou, eu já estava preso na cela menor; Eles foram lá em casa só para me prender; Não conversei com os acusados antes nem depois; Não combinei nada nem falei nada com os acusados; Não conheço o menor nem os acusados nem antes do crime; Só conheço as testemunhas que prestaram depoimento a meu favor; Não conhecia a vítima Belo, não sei nem a cor dele; Meu reconhecimento foi só pela foto que estava na delegacia, e a Geislane disse que eu era o Kim, ela olhou a foto no celular, nem olhou na minha cara; O delegado não pegou três ou quatro pessoas uma ao lado da outra, foi só a foto do celular; Nunca frequentei a região do Bar KLB nem o tal Morrinho, sei nem onde fica; Só tenho medo das ameaças do delegado Renilto Ferreira, pois nunca fui preso na minha vida nem nunca passei por isso; Não sei quem é o responsável pelo crime, não posso acusar ninguém; Eu estava na casa de uma menina na Altamira, no dia que bateram a foto, era foto de arquivo, a polícia chegou lá por causa de uma denúncia de drogas, mas eu não fumo drogas; Foi só uma foto que pegaram minha.” Interrogatório Clemilton Brito dos Santos: “(…) Não é verdadeira a acusação;A vítima me entregou a moto com a chave e entreguei; O celular não entreguei logo porque não me lembrei que estava, pois estava no cós do calção; Não tomei nada, a vítima que me entregou; Não dei facada na vítima nem sei quem deu; Eu estava na festa do KLB com a Geislane e os outros, e o Tiago nunca apareceu nessa história, a Geislane que acusou ele; Geislane tinha um namorado e brigou com ele, eu saí de lá, e ela ficou para trás com ele; Eu já saí do KLB com a moto do Belo e seu celular, ele me entregou porque estava bêbado e já me conhecia de muito tempo, moro perto dele; O Mateus já estava lá no local bebendo, mesmo sendo de menor; Não usamos droga na hora que bebíamos cachaça nem depois, mas já usei drogas; Não fomos para o tal Morrinho fumar drogas; Não pedi dinheiro nem gravata na vitima, para os outros darem facada, eu não estava na hora; Eu estava com a Geslaine, o Elielton na seresta do KLB, ele sumiu e o Mateus também, não sei se com medo; Nunca vendi drogas antes, só usava, mas parei, porque as autoridades pediram para eu nem sair de casa; Eu não uso mesmo estando em casa; Confirmo que a Geslaine estava conosco, encontramos com ela já na festa; Não sei informar quem fez isso com o Belo; Eu conhecia o Mateus há poucos dias; O Belo eu já conhecia há 18 anos, sei quem é o pai e a mãe dele, são meus vizinhos; Belo já me entregou a moto e o celular no KLB, todo mundo viu; A moto não estava funcionando, a moto estava com a embreagem quebrada, ele mesmo não levou porque estava muito bêbado; Belo era acostumado a beber comigo; Eu fui deixar a moto na casa da mãe do Belo, não é longe, é só uma descida; Eu fui com um baixinho que prestou depoimento aqui; Eu entreguei a moto para o pai e a mãe do Belo por volta das 03 horas da manhã, Belo vinha trás mesmo bêbado; Eu deixei só a moto, não trouxe o Belo e não lembrei de deixar o celular; Não sei mexer no celular, nunca nem tirei o chip do celular; Meu menino que estava mexendo, aí eu vi e reconheci que era do Belo, eu ia deixar, mas a mãe do Belo chegou antes na minha casa por volta das 12:30 para 13 horas da tarde, acompanhada da Edineude; Eu já conhecia a Edineude de vista; Não é verdade que foram os malinhas pegaram o celular do Belo para vender, e eu teria recuperado para devolver; Eu emendei no dia do fato, continuei bebendo após acordar e não fui ao tal Morrinho; Os demais ficaram vindo na estrada, tinha um homossexual, mas eu não conheço, não sei informar se a Geislane estava, quem me disse foi o Mateus que eles foram até a tua do Posto; Mateus falou, eu acreditei; Eu fui três vezes na casa do Belo, ele sumiu da terça para quarta feira, e o corpo já foi achado no sábado; Eu fui deixar a moto e fui mais três vezes depois na casa do Belo e no dia que acharam, eu fui lá para procurar e saber, porque eu soube uma vez que ele teria sumido uma vez e foi para Brasília, apareceu depois de um mês; Não é verdade que cheguei na casa do Belo e chamei de compadre antes, mas eu chamo todo mundo de compadre; Eu prestei três depoimentos na polícia, o primeiro e o segundo foram um delegado moreno, o último foi o Dr Renilto; Eu prestei três depoimentos, porque eles disseram que eu estava mentindo, mas eu disse o que estou dizendo aqui e disse no primeiro depoimento na delegacia; Eu tive que mudar e estava cansado de sofrer com eles, vinham com uma sacola para botar na minha cabeça e fui obrigado a dizer o que eles queria; Todas as três vezes foram filmados, mas não tem filmando colocando o saco, eles botaram mas não foi na delegacia, eles me tiraram para o rumo da Altamira; Confirmo que a versão que dou hoje é a mesma do primeiro depoimento na polícia e é a verdadeira; Das testemunhas arroladas, conheço o Antônio Marcelino, Josefa, que são pai e mãe da vítima, o Elielton, Raimundo Nonato que é irmão do Belo, e o Radiel, e nada tenho contra eles; Não vi o depoimento que Mateus prestou a polícia, estava com a mãe dele; Não sei informar se botaram saco na cabeça do Mateus e da mãe dele na polícia; Mateus mentiu no depoimento, só dá pra confiar quando falou contra; Shrek é o que morava perto de mim, que foi embora; Confirmo que não estava no Morrinho fumando, mesmo o Mateus dizendo que estávamos ele, eu, Shrek, Geislane e o Belo; Não é verdade que dei gravata no Belo após pedirem dinheiro, e que eu teria pego o celular na cintura do Belo, e a Geislane e o homossexual pegaram a faca e revistaram o Belo e viram que não tinha dinheiro; Não é verdade que eles deram duas facadas no Belo, e eu arrastei o corpo de Belo para o mato e levado a moto depois disso; Não é verdade que falei para a família procurar o corpo do outro lado do Morrinho nem que teria pego o celular com os malinhas; Não sei explicar como Mateus e Geislane falaram a mesma coisa, é ilusão deles; confirmo que me esqueci de entregar o celular do Belo na hora que entreguei a moto; Não conheço o namorado da Geislane, mas era um baixinho que veio aqui depor; Não dei gravata no Belo e o segurei pelo pescoço; Belo era mais baixo que eu; Não fumei nem bebi com eles no Morrinho; Não sei quem namorava o homossexual; O homossexual que estava lá não é o Tiago que está aqui sendo acusado; O homossexual é o tal Kim, meu irmão falou que ele mora para o rumo do Povoado São José ou Ipiranga; Não vi o Tiago na festa do KLB, não o conhecia antes, só no presídio; Eu frequentava o KLB e nunca vi o Tiago por lá antes; Belo estava muito bêbado, mas foi ele que me entregou a chave da moto; Belo era uma pessoa tranquila e gente boa, no estado que estava, era fácil roubá-lo, não precisaria dar gravata e facada; Belo foi embora com o primo da Geislane, eles vieram na mesma direção, mas eu vim na frente com a moto descendo; Não vi o Belo vindo embora; Belo não usava drogas, mas estava na companhia de pessoas que usava; Ouvi dizer que o tal Morrinho era local que pessoas iam fumar drogas; Quem me falou foi o Mateus o local que Belo poderia estar, que era perto do postinho, mas não falou do crime, embora tenha dito ter ido para o Morrinho com o Belo; Belo não tinha inimigo, se tinha, não é do meu conhecimento, pois eu bebia com ele, ele gostava de jogar bola e não sei quem pode ter feito isso; Não pedi dinheiro ao Belo no dia do crime; ficou muita gente na festa, quando eu fui embora; Não era minha intenção roubar a moto, até por que ela vale mais que o celular e os cem reais; Não sei informar se o delegado quis botar saco na Geislane, sei de mim, Dr Renilto não me levou para lugar nenhum, ele dizia para os policiais resolverem, eu não entendia nada, eles me levaram duas vezes e colocaram sacolas na minha cabeça, cerca de 20 sacolas; eu já conhecia a Geislane antes, não sei informar se ela era amiga do Belo antes e não sei informar se os demais acusados estão envolvidos, não tenho nada contra eles; Confirmo que o Tiago nem na festa estava; Eu deveria ter levado primeiro o Belo para casa, até por que a moto estava com a embreagem quebrada, mas foi uma falha minha, e os demais ficaram com o Belo lá; A moto pifou logo que saí do KLB.” da mesma forma, há provas suficientes da participação da acusada GEISLANE DE SOUSA SANTOS.
Ficou apurado que ela esteve presente na
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
17/03/2023
Ultima Atualização
08/11/2021
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
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