TJMA - 0000317-79.2015.8.10.0143
1ª instância - Vara Unica de Morros
Polo Ativo
Polo Passivo
Partes
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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10/11/2021 09:35
Arquivado Definitivamente
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10/11/2021 09:34
Transitado em Julgado em 05/03/2021
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10/11/2021 09:32
Juntada de Certidão
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06/11/2021 20:43
Decorrido prazo de FREDERICO CARNEIRO FONTELES em 05/11/2021 23:59.
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08/10/2021 10:55
Publicado Intimação em 08/10/2021.
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08/10/2021 10:55
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 07/10/2021
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07/10/2021 00:00
Intimação
ESTADO DO MARANHÃO PODER JUDICIÁRIO VARA ÚNICA DA COMARCA DE MORROS Praça São João, s/nº, Centro, Morros/MA.
CEP: 65.160-000.
Telefone: (98) 3363-1128.
E-mail: [email protected].
Processo nº 0000317-79.2015.8.10.0143 PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) Parte requerente: JOSEFA TEIXEIRA DA SILVA Advogado do(a) AUTOR: FREDERICO CARNEIRO FONTELES - MA7659 Parte requerida: BANCO BRADESCO SA Advogado do(a) REU: WILSON SALES BELCHIOR - MA11099-A DESPACHO 1.
Intime-se, novamente, a parte autora, por meio de seu advogado, para o recebimento do alvará no prazo de 15 (quinze) dias. 2.
Decorrido o referido prazo, com ou sem o comparecimento da requerente, certifique-se e arquive-se (sem nova conclusão).
O PRESENTE DESPACHO VALE COMO MANDADO. Morros/MA, Terça-feira, 05 de Outubro de 2021.
ADRIANA DA SILVA CHAVES Juíza de Direito Titular da Comarca de Morros -
06/10/2021 14:48
Enviado ao Diário da Justiça Eletrônico
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05/10/2021 14:54
Proferido despacho de mero expediente
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05/10/2021 11:50
Conclusos para despacho
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04/10/2021 15:14
Juntada de Certidão
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30/07/2021 12:49
Juntada de Alvará
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29/07/2021 12:35
Juntada de Certidão
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23/02/2021 10:36
Juntada de petição
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16/02/2021 10:58
Juntada de petição
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10/02/2021 00:21
Publicado Intimação em 10/02/2021.
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09/02/2021 02:36
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 09/02/2021
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09/02/2021 00:00
Intimação
Procedimento dos Juizados Especiais Cíveis Processo nº 0000317-79.2015.8.10.0143 REQUERENTE: JOSEFA TEIXEIRA DA SILVA Advogado: FREDERICO CARNEIRO FONTELES OABMA 7659 REQUERIDO: BANCO BRADESCO SA Advogado: WILSON SALES BELCHIOR - OABMA11099-A SENTENÇA Trata-se de ação indenizatória proposta por JOSEFA TEIXEIRA DA SILVA em face de BANCO BRADESCO SA, sustentando a ocorrência de descontos em seus proventos, relativos a TARIFAS BANCÁRIAS DE CONTA CORRENTE (“Cesta Bradesco Expresso”, “Pagto Cobrança”, “Tarifa Bancária”, “Vr.
Parcial Cesta B.
Expresso”), que afirma não ter contratado.
Ao final, requer, em síntese, a declaração de inexistência de débito e condenação do réu ao pagamento de indenização por danos morais e materiais.
Juntou procuração e documentos, id. 27848759 - Pág. 17 a 25 e id. 27848768 - Pág. 1 a 22.
Em id. 27848768 - Pág. 24, foi determinada a citação do réu para comparecimento à audiência de conciliação.
Em audiência de id. 27848773 - Pág. 5, foi juntada a Contestação e documentos de defesa, bem como foi colhido o depoimento pessoal da parte autora.
Em sua defesa, o réu afirma, em síntese, não haver falhas na prestação do serviço, alega inexistirem danos a serem indenizados e, ao final, requer a total improcedência da ação (id. 27848773 - Pág. 7 a 28).
Processo suspenso por força do IRDR (id. 27849135 - Pág. 32).
Processo virtualizado junto à plataforma PJE, em 30 de janeiro de 2020 (id. 27849135 - Pág. 33).
Vieram os autos conclusos.
Decido.
Por proêmio, anuncio o julgamento antecipado da lide, nos termos do art. 355, inciso I, do Código de Processo Civil, porquanto a controvérsia deve ser resolvida meramente por meio de prova documental, já anexada na exordial pelo demandante e na Contestação pelo réu, em atenção ao princípio da eventualidade.
Inicialmente, reconheço a aplicabilidade das normas do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.079/90) à presente demanda, pois se trata de uma relação consumerista, de modo que a Instituição Financeira requerida é a fornecedora de serviços bancários, nos termos do art. 3º do CDC e da Súmula 297 do STJ ("o Código de Defesa do Consumidor se aplica às instituições financeiras"), e a requerente qualifica-se como consumidora, conforme dispõem o art. 2º c/c com o art. 17 do referido diploma legal.
A relação travada é, portanto, amparada pelo princípio da vulnerabilidade, assim, à presente demanda aplica-se a inversão do ônus probante em favor do consumidor, com fundamento no art. 6º, inciso VIII e art. 14, §3º, ambos do CDC, em virtude da verossimilhança de suas alegações e da sua condição de hipossuficiente processual.
No que tange às cobranças impugnadas, procedeu-se às mesmas diante do fato da parte requerente ter aberto conta corrente para o recebimento de seu benefício.
No entanto, verifico que não foi concedida ao consumidor a devida informação acerca do serviço prestado.
Ora, se o postulante tem a opção do recebimento de seus proventos em conta de depósito (ou salário) que não prevê a cobrança de valores para sua manutenção, caberia ao requerido oportunizar-lhe a escolha entre os dois produtos fornecidos, algo que não consta dos autos.
Com tal postura, o BRADESCO viola, além do dever de informação, o princípio da boa-fé objetiva, previsto no art. 422, do CC, e no art. 4º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor, de observância obrigatória nos contratos de consumo, consubstancia fonte criadora de deveres anexos de cooperação, lealdade, informação, dentre outros elencados pela doutrina.
Diante disso, o réu deveria, por força dessa obrigação anexa, auxiliar e cooperar com a parte consumidora, a fim de que essa aderisse ao contrato que lhe onerasse menos, sob pena de, não o fazendo, incorrer em violação positiva do contrato.
Tal prova não revelaria maiores óbices.
Bastaria que o banco trouxesse ao processo documento onde consignasse a opção ao(à) consumidor(a) pelo serviço sem taxas de manutenção e abertura de conta corrente, o que não o fez.
O fato da parte postulante já ter realizado serviços inerentes à conta corrente não desmerece o pedido, vez que é perfeitamente crível que desconhecesse a existência de opção onde pudesse receber seus proventos sem qualquer ônus.
Com efeito, o Banco Central do Brasil, no âmbito de sua competência regulatória, editou a Resolução nº 3402/2006 que vedou às instituições financeiras, a cobrança de encargos na prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias relativas a saques dos créditos e transferências dos créditos para outras transições nos seguintes termos: Art. 2º Na prestação de serviços nos termos do art. 1º: I - e vedado à instituição financeira contratada cobrar dos beneficiários, a qualquer título, tarifas destinadas ao ressarcimento pela realização dos serviços, devendo ser observadas, além das condições previstas nesta resolução, a legislação específica referente a cada espécie de pagamento e as demais normas aplicáveis; (...) § 1º A vedação à cobrança de tarifas referida no inciso I aplica-se, inclusive, às operações de: I - saques, totais ou parciais, dos créditos; II - transferências dos créditos para outras instituições, quando realizadas pelos beneficiários pelo valor total creditado, admitida a dedução de eventuais descontos com eles contratados para serem realizados nas contas de que trata o art. 1º, relativos a parcelas de operações de empréstimo, de financiamento ou de arrendamento mercantil. (...) Art. 3º Em se tratando de beneficiário titular de conta de depósitos, aberta por sua iniciativa na instituição financeira contratada, os créditos decorrentes do serviço de pagamento podem, a critério daquele, observadas as disposições dos arts. 1º e 2º, §§ 2º e 3º, ser transferidos para essa conta, vedada a cobrança de tarifas do beneficiário pela realização dos referidos créditos.
Sob essa perspectiva, reputo indevidos os descontos realizados nos proventos do demandante em razão da cobrança de tarifas bancárias, uma vez que não demonstrado seu consentimento inequívoco na contratação de conta corrente, em detrimento da gratuidade da conta benefício, ficando evidenciado o defeito nos serviços prestado pela instituição financeira apelada.
Com tais premissas, inequívoca a necessidade de converter a conta corrente para benefício, vez que não se pode exigir que a parte continue obrigada a consumir serviço que não deseja.
Logo, a demanda sob análise deve ser considerada como uma declaração de que a parte recorrida não deseja mais utilizar os serviços de conta corrente do Banco demandado, ressalvada a necessidade de pagamento de eventuais empréstimos por meio dela contraídos.
A caracterização dos danos morais independe da demonstração de prejuízo.
Basta que se comprove que existiu o ato gravoso para que se presuma o dano moral.
Neste ponto, o nexo encontra-se perfeitamente evidenciado, pois o constrangimento de ser obrigado ao pagamento de contrato que comporta tarifas não consentidas deu-se pela má-fé do requerido ao não prestar ao primeiro a devida informação.
Tal fato é suficiente para que se tenha o direito de ser indenizado.
Aqui ressalto a quantidade de descontos efetuados, conforme extratos juntados. É inafastável, o aspecto de que a indenização pelo dano moral possui cunho compensatório somado a relevante aspecto punitivo que não pode ser esquecido.
Há um duplo sentido na indenização por dano moral: ressarcimento e prevenção.
Acrescentando-se ainda o cunho educativo que essas indenizações representam para a sociedade.
Sobretudo, é mister frisar que não se trata de tarefa fácil fixar o quantum adequado à reparação do dano moral, uma vez que inexiste no Ordenamento Jurídico Pátrio tabelas ou critérios objetivos para tal fixação, deixando totalmente ao arbítrio do julgador.
Dentro desse poder de arbitramento, vejo como indispensável a análise da intensidade e a duração do sofrimento do autor, a repercussão e consequências advindas da ofensa, bem assim as características pessoais e a situação econômica das partes litigantes, sempre atento ao fato de que o valor da indenização não deve dar causa ao enriquecimento ilícito do autor, nem pode ser quantia irrisória, enfim deve ser um valor que sirva a dupla finalidade do instituto – ressarcimento e prevenção, de modo a admoestar o réu para que proceda de modo diverso em outras circunstâncias.
Na hipótese em análise, a parte autora se viu privada de parcela de seu benefício em diversas oportunidades, consoante extratos de id. 27848759 - Pág. 22 a 25 e id. 27848768 - Pág. 1 a 22.
Teve, portanto, comprometido, naquele período, os meios de arcar com o necessário para sua subsistência, sobretudo quando considerado o desconto global.
Nesta ordem de considerações, sopesando-se a conduta da empresa requerida, mostra-se razoável a quantia reparatória a ser fixada no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), levando-se em conta aqui, em especial, o tempo de duração dos descontos e o seu médio valor relativo ao salário-mínimo.
A lei 8.078/90 no seu art. 42, parágrafo único prevê que o consumidor cobrado por quantia indevida tem direito a repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de juros legais e correção monetária.
Segundo extratos bancários, ocorreram vários descontos, totalizando R$ 310,80 (trezentos e dez reais e oitenta centavos).
Assim, defiro o pedido de repetição do indébito em dobro de todo o valor descontado, vez que o requerido não trouxe aos autos prova mínima de que tenha havido engano justificável.
A quantia chega a R$ 621,60 (seiscentos e vinte e um reais e sessenta centavos).
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido para: 1.
Condenar o BANCO BRADESCO SA, ao pagamento da repetição do indébito na cifra de R$ 621,60 (seiscentos e vinte e um reais e sessenta centavos), a título de danos materiais, corrigidos com juros legais a partir do evento danoso (cada desconto) e correção monetária pelo INPC da data do efetivo prejuízo (cada desconto); 2.
Condenar o BANCO BRADESCO SA, a pagar ao autor a importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a título de danos morais, corrigidos com juros legais de 1% ao mês a partir do evento danoso (primeiro desconto) e correção monetária, contados a partir da prolação desta; 3.
Determinar a conversão da conta corrente da parte autora para conta benefício (ou salário), isentando-o do pagamento das tarifas, ressalvada a cobrança de eventuais empréstimos já contraídos na conta-corrente, e declarar inexistente o contrato de serviços bancários de ““Cesta Bradesco Expresso”, “Pagto Cobrança”, “Tarifa Bancária”, “Vr.
Parcial Cesta B.
Expresso”, ficando determinado a imediata suspensão dos descontos impugnados.
EXTINGO a fase de conhecimento, com resolução do mérito, a teor do art. 487, inciso I do CPC.
Sem custas processuais e honorários advocatícios, vez que indevidos nesta fase (arts. 54 e 55 da Lei 9099/95).
Desde logo advirto as partes que a interposição de embargos de declaração com caráter meramente protelatório será apenada com multa, nos termos do art. 1026, §2º, do CPC Publique-se.
Registre-se.
Intimem-se.
Havendo o pagamento voluntário, com o respectivo depósito bancário no valor da condenação, expeça-se o alvará judicial.
Após o trânsito em julgado, arquive-se com baixa na distribuição, observadas as formalidades legais.
Morros/MA, 20 de Outubro de 2020. ADRIANA DA SILVA CHAVES Juíza de Direito Titular Comarca de Morros -
08/02/2021 10:03
Juntada de Certidão
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08/02/2021 10:02
Enviado ao Diário da Justiça Eletrônico
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20/10/2020 11:25
Julgado procedente o pedido
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07/10/2020 12:53
Conclusos para despacho
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07/10/2020 12:52
Juntada de Certidão
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19/02/2020 15:15
Juntada de petição
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06/02/2020 17:45
Expedição de Comunicação eletrônica.
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06/02/2020 17:45
Juntada de Ato ordinatório
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06/02/2020 17:44
Juntada de Certidão
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06/02/2020 11:10
Registrado para Cadastramento de processos antigos
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06/02/2020 11:10
Recebidos os autos
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
24/04/2015
Ultima Atualização
07/10/2021
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
Despacho • Arquivo
Despacho • Arquivo
Sentença • Arquivo
Sentença • Arquivo
Ato Ordinatório • Arquivo
Ato Ordinatório • Arquivo
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